Proibido sentir
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Proibido sentir

Escritos desde a máquina-prisom / Adrián Mosquera Paços (senlheiro)

AA.VV

16,00 €
15,20 €
IVA incluido
Editorial:
Editora Urutau
Año de edición:
2021
Materia
Literatura-poesía
ISBN:
978-65-5900-204-7
Páginas:
387
Idioma:
Gallego
Encuadernación:
Rústica
Alto:
165mm
Ancho:
120mm
16,00 €
15,20 €
IVA incluido
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No hay interferencias en el mensaje, simple y llanamente, sin matices. estar fuera y estar dentro suponen un amplio abismo al que nos cuesta llegar, aún acostumbrados a los puntiagudos cantos rodados que forman la capa visible de este fin del mundo. apelando al lector, en cada pregunta nace un sentimiento profundo, escuece hondo en las carnes que resuenan en su interior, consciente de la ignorancia, del azar voluntario, que poseemos desde lo íntimo de los internos, de la poesía articulada en la soledad forzada de las celdas, con las toses y los pasos como ruido de fondo. nosotros mismos vivimos y sufrimos amargamente en esta celda móvil, como un uniforme, vengador e infinito organismo público de tortura. una grieta gris que une puntos geográficos, de miseria en miseria, vertedero en vertedero, basura separada. la metáfora de la furia volvese cuando hablamos de la máquina, la que devora, la que aplasta, quebrantador de espíritus y purificador de mentes: “las dejamos impolutas”. senlheiro traza el juego dual, boom y porte, humor y melancolía, nobleza y vileza, saudade y repugnancia. Desde entonces, en el hueco del corazón ha crecido la resistencia y la lucha por no caer en la locura. prospera también la esperanza, esa voz que resuena y vibra diciendo vidas; y el eco calumniador de la llegada del día, el de cargar con el que ya no está, el que se escapó de la fiesta durante años, plegado y minado sin fin, pero ileso, muriendo en el núcleo primario. cargar también con el resto de la persona que medra entre las paredes, esas lijadas, mordidas, en las que caminan las ratas, y las hormigas, nom hai interferências na mensagem, nídia e singela, sem matiz. estarmos fóra e estarem dentro supom um abismo amplo ao que nos custa achegarnos, ainda afeitos aos penedos afiados que conforman a capa visíbel desta fim do mundo. apelando ao leitor, em cada pregunta nace um sentimento profundo, picadas no fundo da carne que resoam no interior, sabedoras da ignorância, acaso voluntaria, que possuímos do íntimo dos internos, da poesía artelhada na soidade forçada das celas, coas tosses e as pisadas como ruído de fondo. mesmo vivimos e sofremos amargamente essa cela em movemento, como umha agéncia pública de torturas uniforme, vingadora e infinita. umha fenda gris que une puntos geográficos, de miseria em miseria, vertedoiro a vertedoiro, lixo apartado. a metáfora vólvese fúria cando falamos da máquina, a devoradora, a esmagadora, quebra-espíritos e depuradora de mentes: “las dejamos impolutas”. senlheiro traça o jogo dual, retranca e carragem, humor e melancolía, nobreza e vileza, saudade e nojo. desde aí, no burato do coraçom, medra a resistência e a luita para nom caer na loucura. tambén medra a esperança, essa voz que resoa e vibra dicindo vive; e o eco silandeiro da chegada do día, aquel no que cargar coa pessoa que ja nom está, que escapou pola fiestra hai anos, dobregada e minada sem fin, pero incólume, imorrente no cerne primario. cargar tamén co resto da pessoa que medrou entre as paredes, essas lixadas, mordidas, nas que passeian os ratos, e as formigas, nas que vemos o reflexo do que xa nom é, somos. a codia, de formigón, os límites, arámios dos que poden pendurar as almas ou os passaros, o anaco de ceo e nuvens reflectido nas poças, e as sombras, gardiás axexantes, assasinas da intimidade. preside a lúa pendurada de toda a arela pola liberdade, e presencia da mesma, así como ese fluir de auga limpa que é o amor, figura que percorre o livro deijando que fique claro que é o que move o mundo, que terma das almas, que enche os coraçoms, aínda fendidos e sangrantes, seguem latejando mercê sua. nom nos rendemos, em sete, doze ou vintedous anos, aqui seguimos caminhando, juntos, ja pandora fica moi atrás, diante nossa o porvir segue por escrever.

O subtexto fica claro: abaixo os muros das prisoms!

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