Martins, Filipa / Escritor
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Isabel, enfermeira, acompanha o declÃnio cognitivo da mãe enquanto é forçada a revisitar a sua própria história.
A infância num bairro periférico, o trabalho precoce, a formação no hospital, o casamento falhado, a maternidade atravessada por tensões raciais e a figura ambÃgua de um pai ausente emergem como farrapos ainda vivos, nunca totalmente resolvidos. Cuidar torna-se um gesto ambivalente, simultaneamente técnico e afetivo, exercÃcio de sobrevivência e de exaustão.
A doença instala-se não apenas como condição clÃnica, mas como metáfora de uma herança coletiva feita de silêncios, violência normalizada e adaptação contÃnua. A memória materna que se desfaz convoca as estratégias de esquecimento que atravessaram gerações e um paÃs, pondo em causa a ideia de progresso, de redenção e de linearidade do tempo. O fim deixa de significar apenas perda e passa a ser também um lugar de revelação