Ziraldo / Escritor
«Cores são seres individualizados e superpoderosos, que se servem de nosso veículo ótico para proclamar sua verdade. Nossas verdadinhas concretas empalidecem ao sol múltiplo que elas concentram. Aprendo isso, tão tarde! com Ziraldo. Ou mais propriamente com Flicts, criação de Ziraldo, que se torna independente do criador, e vive e vibra por si. Que é Flicts? Não digo, não quero dizer. Cada um que trave contato pessoal com Flicts, e sinta o que eu sinto ao conhecê-la: um deslumbramento, um pasmo radiante, a felicidade de renas cer diante do espetáculo das coisas em estado puro.»
Carlos Drummond de Andrade Correio da Manhã, 22/08/1969
«A pessoa acaba de ler o Flicts em alguns minutos. Ler, propriamente não ou pelo menos ler só, não: acima de tudo ver. E quando acaba começa de novo, meu Deus, com certa sensação de pânico de ter perdido qualquer coisa, de não ter consumido tudo: pois Flicts é como certas bebidas cujo sabor intenso se sente depois de engolido passa pela garganta como fogo mas fica horas e horas no céu da boca.»
Rachel de Queiroz Jornal do Comércio, 28/08/1969
«... foi a descoberta da Lua que tornou possível Flicts... A mim, no meu campo, isso me basta... Ziraldo já vinha, há muito tempo, tendo na mão as quatro maiores cartas do baralho (no mesmo naipe) e chorando a quinta. Flicts é o seu Royal.»
Millôr Fernandes Revista Veja, 03/09/1969
«O mais belo livro impresso no Brasil desde a visita de Álvares Cabral... o livro é universal. O leitor de Londres, de Roma, de Paris ou do México sentirá a mesma emoção que sentimos ao lê-lo no Brasil. Ziraldo é, pois, um gênio e Flicts o poema da nova era... O livro é um marco na história editorial do Brasil. E, para mim, é tão importante quanto a Brasília de Lucio Costa, a Guernica de Picasso e o violoncelo de Casals.»
Homero Icaza Sánchez Jornal do Comércio, 31/08/1969
«O livro é uma das coisas mais bonitas já feitas neste país.»
Tarso de Castro Última Hora, 20/08/1969