Santos, Alberto S. / Escritor
Um romance sobre silêncio, memória e responsabilidade e sobre o que acontece quando lembrar se torna um ato de justiça.
No Hospital Colónia de Barbacena, onde o esquecimento foi política de Estado, Teresinha é internada grávida e sem defesa.
Bernardo, um homem comum, recusa aceitar que o silêncio seja destino dos vivos. Separados por grades, papéis e escolhas irreversíveis, constroem uma ligação feita de cuidado, responsabilidade e promessa.
Quando Bernardo parte em busca da filha de Teresinha levada ainda criança para longe da mãe , o romance atravessa cidades, países e tempos, revelando como a violência institucional não termina nos muros que a escondem: prolonga-se nos corpos e transforma a memória num registo que não se apaga.
Um romance que confronta, comove e permanece muito depois da última página.
"Estive hoje num campo de concentração nazi. Em lugar nenhum do mundo preseciei uma tragédia como esta." Franco Basaglia, psiquiatra italiano, quando visitou Barbacena, em 1979, citado por Daniela Arbex, Holocausto Brasileiro (2013)